A disponibilidade de água em quantidade e qualidade adequadas é essencial para as nossas operações, uma vez que esse recurso é empregado em processos produtivos, geração de vapor, refrigeração e consumo humano. Como consequência, praticamente todas as nossas atividades geram efluentes domésticos e industriais, incluindo a água produzida associada à extração de óleo e gás.
Gestão de Recursos Hídricos e Efluentes
Reconhecendo a relevância estratégica da água ao longo de toda a cadeia produtiva — tanto nas operações terrestres quanto offshore, nos segmentos de upstream e mid/downstream — atuamos de forma contínua para aprimorar a gestão dos recursos hídricos e dos efluentes, em alinhamento com nosso valor de respeito à vida e com a integridade das instalações.
Nossa abordagem busca racionalizar o uso da água, assegurar o suprimento necessário e contribuir para a conservação e a disponibilidade do recurso nas áreas de influência das nossas operações. Para isso, adotamos tecnologias menos intensivas em água, otimizamos os processos operacionais, promovemos o reúso e a reciclagem, além de avaliarmos fontes alternativas de suprimento, sempre considerando a disponibilidade local e a viabilidade técnica, econômica e ambiental. No gerenciamento de efluentes, priorizamos a redução da carga poluidora por meio da segregação, do tratamento adequado e da destinação responsável, respeitando a capacidade de assimilação dos corpos hídricos receptores.
No Plano Estratégico 2050 e no Plano de Negócios 2026–2030, reafirmamos o direcionador ASG “Positiva em Água” nas áreas com criticidade hídrica onde atuamos, com foco na redução da captação de água doce e na contribuição para a melhoria da disponibilidade local do recurso. Até 2025, implementamos 40 ações, com potencial de reduzir cerca de 8.800 megalitros (8,8 milhões de m³) de captação de água doce.
Reforçamos ainda o compromisso de reduzir em 40% a captação de água doce até 2030, tendo 2021 como ano-base, conforme gráfico a seguir:
[imagem gráfico de captação de água doce]
O nosso desempenho é acompanhado por meio de três indicadores corporativos: Volume de Água Doce Captada (ADC), Volume de Água Reutilizada (VAR) e Volume de Efluente Hídrico Descartado (EHD). As análises dos indicadores ADC e VAR são monitoradas pela alta administração, e a eficácia das ações é avaliada em fóruns técnicos e gerenciais, permitindo ajustes contínuos nos ciclos de planejamento. A governança do tema conta ainda com um fórum corporativo de recursos hídricos e efluentes, vinculado à Comissão de Meio Ambiente, que se reporta ao Conselho de Administração.
Água como Recurso Compartilhado
A água utilizada em nossas operações é captada de mananciais superficiais e subterrâneos, adquirida de sistemas públicos ou empresas fornecedoras, ou gerada como água produzida nos processos de extração de óleo e gás. Em 2025, não foram identificados impactos significativos nos mananciais decorrentes da captação direta de água.
Da mesma forma, antes do descarte, todos os efluentes passam por tratamento para atendimento aos padrões legais de qualidade ambiental. Em 2025, não foram identificados impactos quantitativos ou qualitativos relevantes nos corpos hídricos associados ao lançamento de efluentes.
Antes do início de novas atividades, cumprimos rigorosamente o processo de licenciamento ambiental nas esferas municipal, estadual ou federal, que inclui estudos detalhados, como o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/RIMA). Esses estudos avaliam os impactos socioambientais ao longo do ciclo de vida dos empreendimentos e estabelecem medidas preventivas, mitigadoras e compensatórias nas fases de implantação, operação e desativação. O cumprimento das condicionantes ambientais é sistematicamente monitorado.
Complementarmente, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, em 2025 apoiamos 33 projetos voltados à conservação e à recuperação de florestas e áreas naturais, com impactos positivos sobre a preservação da água. As iniciativas abrangeram a recuperação de nascentes e cursos d’água, a recomposição de matas ciliares, a gestão de bacias hidrográficas e ações destinadas ao fortalecimento da resiliência e da capacidade de adaptação frente à escassez hídrica e a eventos climáticos extremos.
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