A crescente relevância do tema biodiversidade no contexto global é evidenciada pelo Relatório de Riscos Globais 2026 do Fórum Econômico Mundial, que posiciona a perda de biodiversidade e o colapso de ecossistemas como o segundo maior risco para a próxima década, atrás apenas dos eventos climáticos extremos. Diante desse cenário, adotamos requisitos de biodiversidade alinhados às tendências nacionais e internacionais, atendendo às expectativas das diversas partes interessadas.


Consideramos a gestão da biodiversidade estratégica para a sustentabilidade do nosso negócio, especialmente em razão da concentração das nossas operações no Brasil, país megadiverso, com elevada presença de áreas protegidas, espécies endêmicas e ameaçadas e múltiplas interfaces entre atividades industriais e ambientes naturais. Em 2025, investimos quase R$ 1 bilhão em projetos voltados à biodiversidade e aos serviços ecossistêmicos, reforçando a centralidade do tema em nossa agenda corporativa.


No âmbito do Plano Estratégico 2050 (PE 2050) e do Plano de Negócios 2026–2030 (PN 2026–30), mantemos a biodiversidade como um dos pilares ASG, por meio do compromisso de promover ações de conservação, restauração e ganhos em biodiversidade, buscando impacto líquido positivo nas regiões onde atuamos. Nesse contexto, reafirmamos a meta de alcançar ganhos de biodiversidade até 2030, com foco prioritário em florestas e oceanos.

[imagem ganhos em biodiversidade]

Ao final de 2025, alcançamos a meta de 100% das nossas instalações com Planos de Ação em Biodiversidade (PAB), abrangendo 74 unidades e uma área total de 142.073,87 hectares. 


Temos também o compromisso de alcançar ganho líquido em áreas vegetadas até 2030. Mais do que desmatamento líquido zero, buscamos também a regeneração de florestas e formações nativas em escala superior às eventuais supressões necessárias às nossas atividades. 

Principais investimentos e resultados socioambientais

Principais investimentos e resultados socioambientais

Em alinhamento ao Marco Global de Biodiversidade Kunming-Montreal, assumimos ainda o compromisso de ampliar em 30% nossos esforços de conservação da biodiversidade. Para viabilizar essas metas, incorporamos novos projetos socioambientais à nossa carteira por meio de seleção pública, além de adotarmos modelos inovadores de investimento em soluções baseadas na natureza, como os matchfundings realizados em parceria com o BNDES, a exemplo das iniciativas Floresta Viva e Restaura Amazônia. 


O Programa Petrobras Socioambiental constitui nossa principal ferramenta de investimento socioambiental. Entre os resultados alcançados, destacam-se o monitoramento, estudo ou proteção de mais de 550 espécies da fauna, sendo 114 ameaçadas de extinção, e cerca de 520 espécies da flora, das quais 42 ameaçadas. Nossas ações contribuíram para a recuperação ou conservação direta de aproximadamente 579 mil hectares, além do fortalecimento de áreas protegidas em cerca de 34 milhões de hectares, com o plantio de 3,8 milhões de mudas, a proteção ou recuperação de 140 nascentes e a formação de 27 corredores ecológicos. Essas iniciativas alcançaram 163 unidades de conservação, 50 Terras Indígenas e 10 Territórios Quilombolas, consolidando uma atuação abrangente e integrada em todos os biomas brasileiros.


A figura a seguir ilustra a distribuição das áreas protegidas abrangidas pelos nossos investimentos socioambientais em 2025, por estado.

[imagem de aréas de PPSA]

Impactos na biodiversidade

Impactos na biodiversidade

Nossa gestão da biodiversidade é sustentada por um sistema corporativo georreferenciado, atualizado anualmente, que consolida dados de todas as instalações e subsidia o Relatório Anual de Biodiversidade. 


Em 2025, registramos cinco eventos de vazamento de petróleo e derivados acima de um barril: quatro em ambiente offshore e um em ambiente terrestre. Nenhum desses eventos apresentou impactos significativos nem áreas sensíveis à biodiversidade.

Áreas protegidas

Áreas protegidas

No âmbito do licenciamento ambiental, em 2025 apoiamos 208 áreas protegidas, por meio de aportes ao Fundo de Compensação Ambiental do ICMBio, totalizando R$ 493 milhões, em atendimento às condicionantes previstas na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC).

Além das ações preventivas, conduzimos iniciativas de reabilitação de áreas impactadas por contaminantes químicos, seguindo padrões corporativos e a legislação ambiental vigente. O mapeamento e a gestão de riscos à biodiversidade, especialmente aqueles relacionados a espécies ameaçadas, são continuamente aprimorados, com atualização permanente das nossas bases de dados.
 

Margem equatorial

Margem equatorial

Quanto à expansão das nossas atividades na Margem Equatorial brasileira, o PN 2026–30 prevê investimentos de aproximadamente USD 2,5 bilhões, correspondentes a 37,5% dos investimentos exploratórios do período, com a perfuração estimada de 15 poços exploratórios. Paralelamente, desenvolvemos ações estruturadas de relacionamento social, especialmente no município de Oiapoque (AP), baseadas no diálogo permanente, no respeito aos direitos humanos e na valorização das especificidades socioculturais locais. Essas ações incluem interlocução com comunidades e instituições públicas, além da realização de exercícios simulados operacionais, acompanhados de materiais informativos em linguagem acessível.


Estamos preparados para atuar na Margem Equatorial de forma responsável, alinhados às melhores práticas ASG, com foco em inovação, eficiência, redução da pegada de carbono, transição energética justa e geração de valor para as comunidades locais. 
 

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