Resiliência climática, emissões de GEE e outros gases

Resiliência climática, emissões de GEE e outros gases

Os impactos relativos ao tema material resiliência climática, emissões de gases de efeito estufa (GEE) e outros gases consideram a abordagem da empresa diante dos riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas, à economia de baixo carbono e à transição energética justa, incluindo a gestão de emissões atmosféricas e seus impactos nos ecossistemas, na saúde das pessoas e no bem-estar das comunidades locais. Abrange planos e ações para mitigar emissões e gerar impactos positivos, contemplando: gestão de emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa (GEE) – Escopos 1, 2 e 3; desenvolvimento tecnológico e inovação para reduzir a intensidade das emissões e oferecer produtos com menor emissão de GEE, atendendo a legislações e mercados mais restritivos; implementação de novos negócios em baixo carbono ampliando a oferta e o acesso à energia de menor emissão, com atenção para minimizar os impactos sociais da transição e evitar aumento da desigualdade social; adaptação e resiliência dos ativos e das comunidades frente a eventos climáticos extremos; preservação e restauração de ecossistemas, por meio da aquisição de créditos de carbono e projetos de soluções baseadas na natureza (SBN). 

Riscos e oportunidades frente às mudanças climáticas e transição energética

Riscos e oportunidades frente às mudanças climáticas e transição energética

As mudanças climáticas representam desafios e oportunidades para a nossa empresa. A falta de adaptação às regulamentações climáticas e aos desafios globais pode acarretar consequências financeiras, de reputação e legais, afetando o fluxo de caixa, a competitividade e o valor para os acionistas. 

 

A governança da gestão de riscos é estruturada de modo a envolver, além da alta administração, todos os níveis hierárquicos da companhia, promovendo o engajamento coletivo no tema. A identificação dos riscos e das oportunidades é realizada com foco na sustentabilidade de nosso negócio e na geração de valor, garantindo que as decisões estejam alinhadas aos objetivos estratégicos da empresa. 

 

Em relação aos riscos de transição, monitoramos quatro tipos: 

 

1. Risco regulatório e legal: realizado por meio de um acompanhamento contínuo das normas climáticas aplicáveis que possam impactar nossas operações.  

 

2. Risco de mercado: monitorado por meio de análises estruturadas que avaliam a evolução da demanda, dos preços e da competitividade diante da transição energética, bem como seus impactos sobre a receita da companhia;  

 

3. Risco tecnológico e de implementação: engloba as incertezas relacionadas à pesquisa, desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias, bem como à capacidade de implementar iniciativas de descarbonização já identificadas. Monitorado por meio de acompanhamento contínuo do progresso das tecnologias de descarbonização, tanto internamente quanto em fóruns externos, consórcios e hubs de inovação;  

 

4. Risco contencioso e reputacional: monitorado de maneira ampla, considerando tanto a integridade institucional quanto a percepção dos principais públicos de interesse, de forma a preservar nossa reputação e mitigar riscos de exposição decorrentes de falhas operacionais, inconsistências na comunicação relacionada a mudanças climáticas e transição energética e questionamentos regulatórios e legais.

Posicionamento frente às mudanças do clima e transição energética

Posicionamento frente às mudanças do clima e transição energética


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                                                 ¹Task Force on Climate Related Financial Disclosures
Ambições e compromissos para reduzir a pegada de carbono e investimentos em baixo carbono

Ambições e compromissos para reduzir a pegada de carbono e investimentos em baixo carbono

Reafirmamos nossos compromissos relacionados às mudanças climáticas, de acordo com a figura seguir:




 

 

1. Este compromisso considera apenas os segmentos de negócio em que já estamos inseridos e a nossa disposição no uso de créditos de carbono
2. Em comparação com 2015.
3. Compromisso queima de rotina em flare é apenas para o segmento de E&P.
4. O indicador kgCO2e/boe considera em seu denominador a produção bruta de óleo e gás (wellhead).
5. O indicador kgCO2e/CWT utiliza a unidade de atividade denominada CWT (Complexity Weighted Tonne), que considera
tanto o efeito da carga processada quanto a complexidade de cada refinaria, permitindo a comparação do potencial de
emissões de GEE entre refinarias com perfis e portes diferenciados.

 

Além dos compromissos, temos ambições associadas à mitigação de nossas emissões operacionais:  

 

1. Net Zero até 2050;¹
2. Manter as emissões anuais abaixo de 55 milhões de tCO2e até 2030;²
3. Near Zero Methane até 2030.
 

 

¹Ambição considera nossa disposição no uso de créditos de carbono. A ambição refere-se às emissões em território brasileiro, onde ocorrem mais de 99% de nossas emissões operacionais. Para as demais emissões, ambicionamos a neutralidade em prazo compatível com o Acordo de Paris, em alinhamento a compromissos locais.
²Ambição considera nossa disposição no uso de créditos de carbono. Ambição atualizada em relação ao PN 2025-29. Considera apenas os segmentos de negócio em que já estamos inseridos.
Programa Carbono Neutro, Curva MACC e Fundo de Descarbonização

Programa Carbono Neutro, Curva MACC e Fundo de Descarbonização

O desafio de alcançar a neutralidade das emissões operacionais exige viabilizar técnica e financeiramente as tecnologias necessárias. Para apoiar esse processo, desenvolvemos o Programa Carbono Neutro, estruturado para fortalecer nossa atuação em baixo carbono, acelerar e reduzir os custos das soluções de descarbonização. O Programa Carbono Neutro é o instrumento transversal que busca a gestão da mitigação das emissões operacionais por meio de uma visão integrada de nossas iniciativas. Ele conta com as seguintes frentes de atuação, conforme. Para apoiar sua gestão, o Programa Carbono Neutro conta com um conjunto de ferramentas, dentre as quais destacam-se: ilustrado na figura a seguir.

 


 

Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em baixo carbono

Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em baixo carbono

Estamos ampliando nosso portfólio de PD&I com foco em novas oportunidades de negócios em energia. Buscamos otimizar nossos ativos atuais e investir em soluções inovadoras e sustentáveis, nos preparando para os desafios do futuro e para a transição energética, conforme figura a seguir: 

 


 

Em 2025, foram investidos R$ 168,6 milhões no desenvolvimento de produtos de baixo carbono, incluindo diesel renovável, combustível sustentável de aviação (SAF, da sigla em inglês), bunker e asfalto com conteúdo renovável, BioGLP, gasolina renovável e bioaromáticos. Adicionalmente, foram aplicados R$ 106,9 milhões em hidrogênio de baixa emissão de carbono e em tecnologias de conversão de CO2 , bem como R$ 51,3 milhões em energia renovável, totalizando R$ 327 milhões em investimentos no período. Essas entregas refletem nossa estratégia para a transição para uma economia de baixo carbono. 

Realizações em eficiência energética e descarbonização no refino

Realizações em eficiência energética e descarbonização no refino


 

Desempenho em emissões

Desempenho em emissões

                                                   Nosso inventário de emissões

 

Nosso inventário de emissões é elaborado segundo as especificações técnicas do Programa Brasileiro GHG Protocol 5, com a norma ISO 14064-1 e com as recomendações da International Petroleum Industry Environmental Conservation Association (Ipieca), conforme estabelecido no Petroleum Industry Guidelines for Reporting Greenhouse Gas Emissions. Publicado voluntariamente desde 2002, o nosso inventário é verificado anualmente por terceira parte independente.  

 

A abrangência de nosso inventário inclui todas as atividades sob o nosso controle operacional. Os limites organizacionais abrangem as emissões das empresas Petrobras, Transpetro, Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia Brasil S.A. (TBG), Petrobras Biocombustíveis (PBio), Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA), Petrobras Bolívia (PEB) e Petrobras Colômbia (PIB-COL).

 

                                                    Redução de emissões de gases de efeito estufa 

 

Em 2025, neutralizamos 183 mil tCO2 , equivalente a 3,94 milhões MWh de energia elétrica renovável adquirida. No exterior, nossas emissões de escopo 2 totalizaram 132 tCO2, representando apenas 0,0003% de nossas emissões absolutas operacionais em 2025. 

 

Os segmentos de E&P e refino são responsáveis pela maior parte das emissões absolutas operacionais registradas. Em 2025, os nossos compromissos públicos relativos à intensidade de emissões de GEE (IGEE-E&P e IGEE-Refino) abrangeram 84% das emissões provenientes das atividades sob nossa operação. 

 

                                                    Intensidade de emissões de GEE no E&P 

 

Atingimos um desempenho de intensidade de GEE de 14,7 kg/boe, valor 1% inferior ao ano de 2024. A melhoria na intensidade decorreu do aumento de 13% da produção operada de óleo e gás aliado a ações de otimização energética e de redução de perdas de gás. 

 


 

 

                                                   Intensidade de emissões de GEE no refino 

 

A intensidade de emissões de GEE no segmento de refino em 2025, com resultado de 36,7 kgCO₂e/CWT, confirma o histórico de redução expressiva de 14,6% quando comparada a 2015, refletindo os avanços consistentes na melhoria da eficiência energética, gestão operacional do segmento e iniciativas implementadas ao longo da última década. O aumento pontual de 1,4% com relação a 2024 foi ocasionado por fatores operacionais específicos, como paradas programadas para a implementação de projetos. 

 


 

 

                                                    Emissões de metano no upstream 

 

Em 2025, em decorrência da implementação das ações de monitoramento direto de emissões de metano previstas no âmbito da OGMP 2.0, esse indicador apresentou variação em relação aos resultados dos anos anteriores, justificada pela melhoria do processo de monitoramento, quantificação e reporte. A intensidade de metano em 2025 foi de 0,23 tCH4 /mil ton HC, apresentando 65% de redução em relação à data-base de 2015 e superando o compromisso estabelecido de 0,25 tCH4 /mil tHC.

 


 

Zero queima de rotina em flare

Zero queima de rotina em flare

O volume total de flaring se manteve no patamar de 2024, porém, registrou se uma redução de 17% na parcela de flare de rotina. Esse baixo percentual é em grande parte devido à operação de 14 Unidades Estacionárias de Produção (UEPs) de alta capacidade sem queima de rotina, resultado direto da incorporação das Unidades de Recuperação de Gases (FGRU) em seus projetos. Além disso, a adoção do conceito “zero queima de rotina” em todos os novos projetos reforça a tendência de redução contínua desse percentual nos próximos anos.

 


 

Projetos de CCUS no E&P

Projetos de CCUS no E&P

Em 2025, foram reinjetadas 19,6 milhões de toneladas de CO2 nos reservatórios do pré-sal da Bacia de Santos, superando o volume de 14 milhões de tCO2 registrado em 2024 e ultrapassando, de forma acumulada, a marca de 80 milhões de toneladas de CO2 reinjetadas em nossos reservatórios do pré-sal, conforme estabelecido no nosso compromisso público. O gráfico a seguir representa a reinjeção acumulada de CO2 ao longo dos anos. 

 

Emissões de GEE da cadeia de valor

Emissões de GEE da cadeia de valor

Como empresa integrada de energia, acompanhamos as emissões absolutas e a intensidade de carbono ao longo da cadeia de valor de nosso portfólio global de energéticos. Consideramos relevante o desempenho em carbono de cada produto, devido às diferenças na intensidade de emissões entre os diversos tipos de petróleos, correntes de gás natural e energia elétrica proveniente de fontes fósseis. O gráfico a seguir representa as emissões da cadeia de valor ao longo dos últimos anos.

 


 

¹Os valores apresentados referem-se às principais emissões da nossa cadeia de valor e não consideram a utilização de créditos de carbono para a compensação das emissões de GEE da gasolina Petrobras Podium Carbono Neutro, calculadas com base em Avaliação do Ciclo de Vida, que totalizaram 297,9 mil tCO2e em 2025.

Outras emissões atmosféricas

Outras emissões atmosféricas

Em 2025, as emissões de NOx aumentaram 6%, principalmente devido à maior atividade de exploração e produção de petróleo. Já as emissões de CO aumentaram 14% em relação a 2024, resultado influenciado pela operação das caldeiras de CO em algumas unidades de craqueamento catalítico de fluidos (FCC, na sigla em inglês) do refino, este número, no entanto ainda é inferior ao observado em 2023. As emissões de SOx são mais relevantes no segmento de refino, que respondeu por 73% do total em 2025. Monitoramos esse poluente como indicador há cerca de 20 anos, com limites de alerta estabelecidos para cada refinaria. Em 2025, as emissões totais de SOx do parque de refino ficaram cerca de 3,5% acima do limite de alerta anual. Apesar disto, atingimos o menor valor da série histórica para o refino e para a companhia, demonstrando nosso compromisso com a melhoria contínua e a nossa contribuição para a melhoria da qualidade do ar. Nas emissões de COVs registramos um aumento de 96% em relação a 2024. Essa variação decorreu principalmente de uma atualização metodológica adotada no período, não representando necessariamente um aumento efetivo das emissões. A alteração consistiu na substituição do uso de fatores de emissão padronizados por simulações de processo, resultando em uma estimativa mais precisa e representativa das condições operacionais reais. Dessa forma, a comparabilidade com séries históricas anteriores deve ser analisada considerando essa mudança metodológica. 

Energia consumida

Energia consumida

Em 2025, nosso consumo de energia refletiu nosso compromisso com a eficiência energética. O levantamento inclui o uso de combustíveis de fontes não renováveis, renováveis e eletricidade, conforme ilustrado na figura a seguir: 

 


 

 

O consumo interno em 2025 aumentou 5,7% em relação ao ano anterior. Esse resultado foi influenciado principalmente pelo comissionamento e ramp-up de novos FPSOs (Floating Production Storage and Offloading).

Colaborações e parcerias estratégicas

Colaborações e parcerias estratégicas

O programa de Corporate Venture Capital (CVC) da Petrobras que busca investir em empresas com soluções e modelos de negócios inovadores com alto potencial de crescimento. Em 2025, aprovamos nosso primeiro fundo de CVC no Brasil: R$ 500 milhões, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), dedicado à transição energética e descarbonização. O anúncio deste fundo foi reconhecido pelo mercado, evidenciado pelo número recorde de propostas recebidas para gestão do fundo. Adicionalmente, a iniciativa conquistou o primeiro lugar no prêmio Corporate Venture in Brasil Awards 2025, nos destacando como referência em investimento corporativo no país. 

Desenvolvimento de políticas públicas e participação em associações relacionadas às mudanças climáticas

Desenvolvimento de políticas públicas e participação em associações relacionadas às mudanças climáticas

As eventuais atividades de engajamento político dessas associações são monitoradas e revisadas por nossa estrutura de governança, garantindo que suas ações de engajamento climático estejam em consonância com os nossos princípios. Defendemos posições de advocacy climático que estejam alinhadas à nossa estratégia climática nas entidades externas das quais participamos ou somos associados 

 

A gerência executiva de Gestão Integrada de Transição Energética, ligada à Diretoria Executiva de Transição Energética e Sustentabilidade, conta com uma área dedicada a assuntos regulatórios. Essa área acompanha políticas públicas, marcos legais e regulatórios, normas e diretrizes nacionais, monitorando projetos de lei e regulamentações infralegais. 

Soluções baseadas na natureza e créditos de carbono

Soluções baseadas na natureza e créditos de carbono

Desde 2023, investimos no mercado voluntário para a compensação das emissões da gasolina Petrobras Podium Carbono Neutro. Em 2025, adquirimos 1,2 milhão de créditos do projeto Brazilian Amazon APD Grouped11, dos quais 455 mil foram aposentados para a compensação da Gasolina Podium. Os créditos são da safra de 2022 e certificados segundo o padrão Verified Carbon Standard (VCS) da Verra, a maior certificadora do mercado voluntário de carbono no mundo, e possuem certificação para os quesitos de Adaptação às Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Comunidade segundo o padrão Climate, Community & Biodiversity (CCB). Em março de 2025, lançamos o ProFloresta+ com o objetivo de adquirir créditos de carbono de projetos de restauração ecológica de florestas em áreas privadas ou em áreas públicas sob concessão florestal inseridos no bioma amazônico. 

 

O ProFloresta+ é uma iniciativa conjunta nossa com o BNDES que visa à compra de créditos de carbono a partir da estruturação de projetos de restauração ecológica para a geração de créditos de carbono de alta qualidade e integridade. O programa visa atender aos nossos compromissos de redução de emissões ao mesmo tempo que contribui para o aumento da cobertura vegetal com espécies nativas, o fortalecimento da estrutura técnica e de gestão da cadeia produtiva do setor de restauração florestal e do mercado de créditos de carbono no Brasil. O objetivo da iniciativa é a compra de créditos, promovendo a restauração de até 50 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia com a geração de cerca de 15 milhões de créditos de carbono.

Investimento socioambiental em florestas

Investimento socioambiental em florestas

Em 2025, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e de iniciativas complementares em soluções baseadas na natureza, investimos, voluntariamente, cerca de R$ 90 milhões em projetos voltados à recuperação e conservação florestal em todos os biomas brasileiros. Realizadas por organizações da sociedade civil, com a participação ativa das comunidades e nosso acompanhamento ao longo de todo seu ciclo de implantação, essas iniciativas contribuem para a manutenção de serviços ecossistêmicos essenciais, a conectividade de paisagens, o fortalecimento de capacidades locais e a redução de pressões sobre áreas naturais, em consonância com as metas nacionais e globais de biodiversidade. iniciativas também atuam no monitoramento de espécies terrestres em perigo de extinção. 

 

Esses projetos já atuaram na recuperação ou conservação direta de cerca de 579 mil hectares de florestas e áreas naturais em todos os biomas brasileiros (sendo cerca de cinco mil hectares abrangidos em ações de recuperação e 574 mil hectares de áreas conservadas diretamente). Estima se que os projetos tenham contribuído até o momento para evitar cerca de 2,7 milhões de tCO2. 

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