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Ambiental

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Resiliência Climática e Transição para Economia de Baixo Carbono

Riscos e oportunidades da transição para o baixo carbono

Nossa estratégia de investimentos incorpora a avaliação dos riscos de transição. A avaliação da intensidade de emissões de GEE e os impactos em Valor Presente Líquido (VPL) de uma eventual precificação de carbono fazem parte das análises de sensibilidade do processo de avaliação dos novos investimentos. As oportunidades relacionadas a adoção de tecnologias de baixo carbono são quantificadas nestas análises de sensibilidade. Além da análise determinística de VPL nos diversos cenários estratégicos e da análise de sensibilidade de precificação de carbono, são conduzidas análises de risco considerando outras incertezas que podem impactar a rentabilidade dos projetos de investimento: preços de petróleo, preços do gás, preços de derivados, taxas de câmbio, custo de investimento, custos operacionais, cronograma de implantação, curva de produção e demanda pelos produtos.

Nosso enfoque e gestão

Nossa abordagem relacionada à mudança de clima é baseada em três pilares:

 

 

Além do acompanhamento interno, divulgamos externamente informações sobre nossa estratégia, gestão e desempenho em carbono, seguindo as melhores práticas de transparência mundial e recentemente publicamos nossa nova versão do Caderno de Mudança do Clima estruturado de acordo com essas orientações. 

Nossas iniciativas para descarbonização

Entre as diversas iniciativas em andamento para implantação de ações de redução de emissões de GEE encontram-se:

  • Programa Carbono Neutro: visa identificar as melhores soluções para a trajetória de descarbonização ao menor custo, contando com fundo de US$ 248 milhões.
  • Conceito “all electric”: eletrificação do maior número possível de equipamentos e aplicações em novas plataformas de produção de óleo e gás.
  • Tecnologia HISEP® (High Pressure Separation): patenteada pela Petrobras e em fase de testes, na qual o gás rico em CO2 que sai do reservatório é separado e parte dele é reinjetada a partir de um sistema localizado no fundo do mar, evitando que este volume tenha que ser processado.
  • Programa RefTOP: conjunto de iniciativas para aumentar a eficiência e desempenho operacional das refinarias, com investimento de aproximadamente US$ 300 milhões até 2025.
  • Programa Biorefino 2030: inclui projetos para a produção de uma nova geração de combustíveis mais modernos e sustentáveis, como o diesel renovável e o bioquerosene de aviação (BioQAv).
  • Contratação de embarcações Eco Type:  navios com combustível de baixo teor de enxofre e com menor consumo.

Desempenho em emissões

Em termos de emissões absolutas de GEE operacionais, entre 2015 e 2021, tivemos uma queda de 21%. Em 2021, a emissão totalizou 62 milhões de tCO2e, mais elevada do que o resultado dos três anos anteriores. Esse aumento é consequência direta do despacho termelétrico atípico em um ano de crise hídrica, mesmo em um cenário de redução em nossas intensidades de carbono no E&P e no Refino.

 

Histórico de emissões diretas de GEE (milhões de tCO2e)

Emissões biogênicas de CO2 não são representativas em nosso inventário.

 

Em 2021, reinjetamos cerca de 8,7 milhões de toneladas de CO2 separado do gás produzido nos nossos campos de pré-sal, alcançando um total acumulado de 30,1 milhões de toneladas de CO2 reinjetadas desde 2008. Destacamos que, de acordo com o relatório Global Status of CCUS emitido em 2021, a Petrobras operou em 2020 o maior projeto de CCUS do mundo em termos de injeção anual.

 

Histórico acumulado de CO2 reinjetado em projetos de CCUS (milhões de tCO2)


 

Além de gerenciar as emissões de nossas operações, acompanhamos as emissões oriundas de nossos fornecedores e produtos (emissões de escopo 3).

 

Emissões da cadeia de valor (milhões de tCO2e)

São utilizados como referência para os cálculos das emissões de escopo 3 apresentadas, as seguintes referências: Life Cycle Assessment Comparison of North American and Imported Crudes, prepared for Alberta Energy Research Institute, 2009 e Guidance methodology for estimation of scope 3 category 11 emissions for oil and gas companies, Carbon Disclosure Project (CDP), atualizado em 2022.

 

Emissões de poluentes regulados (t)

 

A elevação pontual de emissões de NOx e MP no ano de 2021 estão diretamente relacionadas ao maior despacho termelétrico atípico deste ano em um contexto de crise hídrica, incluindo a necessidade de despacho de térmicas a combustíveis líquidos para atender à demanda do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Já o resultado de 2021 para CO foi afetado pela necessidade de operação de unidades de FCC (sigla em inglês para craqueamento catalítico de fluidos) em regime de queima parcial do CO.

 

As emissões de SOx, mais significativas no segmento de Refino, que corresponderam a 73% do total de emissão deste poluente em 2021, tiveram uma redução relevante em 2021 em comparação a 2020. Tal redução foi atrelada, em grande parte, ao fator operacional reduzido de algumas unidades de processo da Refinaria Abreu e Lima (RNEST) ao longo do ano, além de uma parada geral de manutenção desta refinaria. Também contribuiu para redução das emissões de SOx o bom desempenho de unidades de recuperação de enxofre em outras refinarias.

 

Em termos de hidrocarbonetos não aproveitados em nossas operações, historicamente observamos a redução dos volumes queimados em tocha ou diretamente dissipados para atmosfera. Conforme já relatado em itens anteriores, esta constante redução da queima em tocha deve-se principalmente pelo melhor aproveitamento de gás nas operações de E&P. Com relação a hidrocarbonetos dissipados diretamente para a atmosfera, observamos também redução expressiva em 2021, fruto de melhorias e da redução de perdas em nossas unidades.

 

Hidrocarbonetos não aproveitados

a) Consideramos os registros de volume de gás queimado em tocha nas atividades, enquanto fizerem parte de nosso portfólio, de exploração e produção, refino, produção de fertilizantes, tratamento e transporte de gás. b) Consideramos registros de gás liberado diretamente para a atmosfera por meio de ventilação e eventos de despressurização (não estão incluídas perdas em emissões fugitivas em componentes de linhas e de equipamentos). c) Cerca de 99% do volume de gás queimado em tocha ocorre no Brasil.

Energia

Em 2021, nosso parque termelétrico gerou cerca de 29,9 milhões MWh, sendo 92% desta energia gerada a partir de termelétricas a gás natural e apenas 8% provenientes de termelétricas a óleo.

 

Geração de energia renovável


Os dados sobre geração de energia renovável consideram a geração Petrobras. Isto significa que, no caso de geração em sociedades nas quais a Petrobras tem participação acionária (eólica onshore e hidrelétrica), considera-se a participação acionária da Petrobras na sociedade. Não possuímos hidrelétricas com capacidade inferior a 10MW. Também não geramos energia geotérmica por força das ondas ou marés, por biomassa ou a partir de usina eólica offshore.

 

Energia consumida

Em 2021, consumimos 932 mil terajoules (TJ) ou 434 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) de energia, o que representa um aumento de 14% em relação ao ano anterior. Tal aumento está diretamente relacionado ao aumento na geração termelétrica em 2021 conforme maior demanda do ONS devido à acentuada crise hídrica no Brasil neste ano.

Investimento Socioambiental em Florestas

Por meio do Programa Petrobras Socioambiental, apoiamos voluntariamente, em 2021, 17 projetos com foco na recuperação e conservação florestal de áreas. Além disso, mais quatro novos projetos serão incorporados à carteira em 2022, resultantes de seleção pública. O investimento total ao longo da realização destas 21 iniciativas será de R$ 69 milhões, considerando contratos que tiveram início em 2018 e outros que desenvolverão suas atividades até 2025.

 

Os projetos vigentes em 2021 atuaram na recuperação ou conservação direta de mais de 175 mil hectares de florestas e áreas naturais do Brasil. O benefício estimado do trabalho realizado até o momento por estes projetos é de cerca de 1,3 milhão de tCO2e, dos quais 95,5 mil tCO2e referem-se à remoção líquida por ações de recuperação e reconversão produtiva e 1,2 milhão tCO2e, às emissões evitadas por meio de ações que previnem o desmatamento e a degradação florestal. Estes valores representam os resultados acumulados até 2021 em projetos vigentes no referido ano, considerando, em média, um período de cinco anos.

 

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